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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, Arte e cultura, Bebidas e vinhos
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Como a crise política nos afeta e o que queremos para o país?
Não é verdade que os brasileiros não gostam de política: tanto que as última CPIs ganharam um ibope fenomenal. Mas as crises passam e o Brasil continua, com muitos problemas para resolver. E aí? O que fazer para que a novela não se repita?
Para estimular a reflexão, a editora da revista Cláudia Déborah de Paula Souza ouviu a professora de filosofia Dulce Cristelli, da PUC de São Paulo. Fundadora do Existentia - Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana - e autora de artigos e livros, ela fala sobre o nosso papel no destino do país e a importância de resgatar valores fundamentais, como a ética e a honra.
A CORRUPÇÃO NÃO É UM FATO ISOLADO
A crise política está ligada à decadência de valores éticos de toda a sociedade. O caixa dois não é um delito só de políticos, é uma prática regular em muitas empresas e até em casa. Quando a patroa não registra a empregada para não pagar o INSS, está fazendo o caixa dois. Com o álibe de que "todo mundo faz", as pessoas comprem dólar no câmbio negro, sonegam impostos, manipulam umas as outras para conseguir favorecimentos. Não basta revisar leis. Só uma transformação ética pode dar novos rumos a essa situação.
No Brasil muitos ainda se lembram de uma propaganda que se popularizou com mo jogador de futebol Gerson. Com esta propaganda foi criada a lei de Gerson: "Bom é levar vantagem em tudo". Essa é uma amostra da aceitação social do oportunismo, não só do político mas do homem comum. Esse tipo de valor divulgado na mídia costuma ser acolhido sem reflexão. E se torna um valor "positivo".
O CÍRCULO VICIOSO
Outro dia, li que o país perde mais de um trilhão de reais com sonegação. O cidadão sonega sem culpa, porque não acredita mais que o dinheiro dos impostos seja utilizado para o bem comum, em investimentos como hospitais, escolas públicas etc. Sabe que boa parte dessa verba é desviada para o enriquecimento ilícito de alguns, e o pior é que não falta escândalos para comprovar isso. Então, no imaginário da população, sonegar virou uma espécie de "justiça". O racioncínio é este: "por que pagar, se a grana vai acabar em alguma conta nas Bahamas?"
A solução não é aderir à desonestidade, mas lutar a partir de agora pelas mudanças possíveis e acompanhar o processo nos próximos anos fazendo valer a opinião pública.
POLÍTICA É "ASSIM MESMO"
O dilema do atual sistema de representação é que nós paramos de fazer política e deixamos tudo nas mãos dos "profissionais", hábeis em convencer, manipular, captar recursos e pilotar a "máquina". A nós sobrou votar ou participar de alguma manifestação de rua.
O resultado é que temos uma total crise de representatividade. Esse divórcio entre "nós" e "eles" nos aliena da vida pública, como se o país fosse deles. Acontece que política não é "assim mesmo". Política é a vida na pólis - diz respeito à maneira como os homens se relacionam e aos acordos que fazem para viver bem. Quando os amigos discutem se vão para o cinema ou para lanchonete, isso é política. Temos que nos reapropriar dela para lembrar que acordos podem ser rompidos ou reafirmados conforme o desejo dos envolvidos.
A IMUNIDADE PARLAMENTAR
O problema está na imunidade parlamentar. Na minha opinião ela tem que cair. Ninguém deve ficar a salvo só porque pertence a um determinado cargo. Essa imunidade mostra que a gente ainda diviniza o poder político. - como nos tempos da monarquia, quando se acreditava que o rei era escolhido por Deus.
O VOTO DEVERIA SER ESPONTÂNEO
O sistema de representação brasileiro precisa ser repensado. A meu ver, o voto obrigatório não é tão eficaz quanto o espontâneo. O escritor José Saramago, no livro Ensaio Sobre a Lucidez, aborda o tema. O romance trata de uma eleição num país imaginário. Como o voto não era obrigatório, existia o temor de que as pessoas não fossem as urnas. Isso seria sinal de que havia uma insatisfação geral. Penso que é importante acabar com a obrigatoriedade do voto, pois aí, a voz popular se mostrará de maneira mais contundente.Embora as eleições peçam algumas decisões rápidas e práticas, temos que seguir pressionando por mudanças mais profundas. Não adianta fazer "emendinhas" para manter tudo como está.
Manipulação de Marketing
Os gregos antigos criticavam os Sofistas porque eles achavam que o importante era representar um bom argumento, mesmo que este argumento não tivesse nada a ver com a verdade. Atualmente é este o discurso do Marketing político (e comercial): O importante é como se vende uma idéia, a sua embalegem, e não o que ela representa. Muitas vezes, recebemos como verdade o que não passa de argumentação e truques de oratória. Passado um tempo vemos que o que nos foi dito não era nada. Dessa forma esquecemos que podemos modificar algo e podemos interferir nos seus rumos. Só depende de nós.
Escrito por Mortais às 14h37
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O silêncio explica-se a si mesmo
Que posso eu, mero mortal, diante de tamanha excelência e perfeição, falar de um momento único como esse? Nada. É tão imenso o turbilhão de coisas na cabeça, a um passo de explodir em forma de gritos ensurdecedores que, desordenadamente, todas resolvem sair ao mesmo tempo e, no final, uma impede a expressão da outra e simplesmente nada sai. Nada. Silêncio. E o silêncio explica-se a si mesmo.
Autor <Desconhecido>
vi num forum de uma série americana, que eu gosto muito, que a globo passou a primeira temporada, LOST. Eu acompanhei a segunda temporada baixando os episodios pela internet e em um dos forums vi esse textículo onde o cara mostra seu encantamento sobre um dos episódios e fiquei estupefato com o texto e percebi que ele diz mais sobre mim do que eu possa acreditar...
-- Sidnei Carneiro
Escrito por Mortais às 11h45
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Dez princípios do anarquismo
Autonomia: Esta é a condição indispensável para obter-se a liberdade individual/coletiva. Significa o respeito às decisões, vontades, e opiniões do indivíduo em relação ao grupo e vice-versa. Por exemplo, caso um grupo decida em prol de determinada ação, os membros discordantes não ficam obrigados a participar da mesma. Para isso não devem haver relações de dependência que impeçam as pessoas de se posicionarem livremente. Apoio Mútuo: É a ajuda entre seres de uma organização social onde as partes interagem, auxiliando-se e fortalecendo-se. Tal prática não permite disputas, que são fundamentadas no principio irracional de superioridade entre seres, sendo destrutivas para o convívio humano. Nossa proposta é somar forças para alcançar uma melhor qualidade de vida para todos.
Autogestão: Autogestão é por princípio, a comunidade cuidando diretamente, de seus próprios deveres e interesses. Para que ela aconteça terá de haver ampla liberdade de organização sem leis cerceantes e hierarquias. Por este simples fatos os partidos e legisladores tornam-se desnecessários. Afinal se as pessoas tomam para si as responsabilidades de gerenciamento de suas vidas, os representantes profissionais e demais poderes são completamente inúteis.
Internacionalismo: Não deveriam existir fronteiras. Não deveriam existir nacionalidades. Patriotismo é um sentimento mesquinho e egoísta que só faz acontecer guerras inúteis e acirrar a raiva entre os povos. A luta pela liberdade passa pela derrubada do capital, que explora e oprime em todo o globo. Ao invés do estado nação, defendemos a autodeterminação dos povos. Somos internacionalistas pois nossa ação revolucionária acontece em todos os lugares do planeta.
Antimilitarismo: Dentro da instituição militar impera o autoritarismo a partir de um complexo esquema de hierarquia de poder. Qualquer tipo de autoritarismo é inválido! Por que um é melhor que o outro ? Porque é mais velho ? Porque tem mais medalhas no peito ? Todos são iguais! Uns podem deter mais experiência, pois então que a passe para os outros! O respeito virá naturalmente! Criar um sistema hierárquico por via de medalhas e impô-lo a todos é artificial. Abaixo o Autoritarismo!
Ação Direta: A ação direta é o princípio onde você faz e decide diretamente tudo que lhe diz respeito, em oposição a idéia de representação. O indivíduo por ser único é impossível de ser representado. Quando os movimentos sociais passam a agir e não somente reagir ao sistema, pacífica ou violentamente se faz chamar de ação direta, a maturidade de uma organização, a essência da atuação libertária e a única maneira de trilhar um caminho contínuo para a revolução social.
Autodefesa: Um princípio libertário que propõe a defesa do indivíduo e/ou coletivo, para garantir sua sobrevivência contra as forças opressoras da reação. Temos de nos defender do sistema e derrubá-lo, a liberdade não é negociada, nem barganhada, mas sim conquistada. Não se pode "confiar na polícia" e muito menos fazer-nos de vítimas indefesas do sistema. A característica da luta ácrata é a ética e dignidade, "é melhor morrer de pé do que viver de joelhos"; a autodefesa acompanha toda a atuação anarquista.
Viver a Vida!: Fazer a sua parte não é encarar o mundo sob uma visão pessimista. Mesmo sabendo que o mundo é cruel, temos de saber que não podemos mudá-lo de uma hora para a outra. Por isso, antes de desistir, desacreditar-se, dar um tiro na cabeça ou tomar qualquer outra atitude assassino-suicida, é necessário encarar a realidade, sabendo que, com pequenas atitudes e esforços, conseguimos mudar a cena.
Individualismo: Individualismo não é, como a maioria faz crer, uma forma de egoísmo, e sim uma valorização do indivíduo, do individual. Um individualista é único, incopiável, livre e incensurável. "Até onde começa a liberdade do próximo." Todos somo únicos. Até o mais alienado dos humanos tem uma qualidade, uma peculiaridade a mais ou a menos pelo menos. Tais qualidades não significam que há melhores ou piores, e sim que somos todos diferentes, únicos. Massificar, exigir de todos o mesmo comportamento e rendimento, é um atentado à vida, tão vil quanto julgar-se individualista pelo cruel ato de pensar no seu próprio umbigo apenas, mesmo que, para isso, tenha de atropelar, pisar, esmagar e ignorar aos demais.
Apartidarismo: Eleições criam ilusões e desviam energias da luta direta contra o estado e o capital, deixando desarmados os trabalhadores. Em 1970 os Chilenos acreditaram que se acabaria com o capitalismo elegendo um presidente socialista, em 1973 os militares rasgaram a constituição e instalaram a sanguinolenta ditadura de Pinochet. Em 1964, por muito menos os militares brasileiros rasgaram a constituição e apearam Jango do poder. Portanto não será elegendo um operário, um democrata ou um socialista que sairemos desse pesadelo. Aqui e agora, no seu bairro, no seu local de trabalho, na sua família, na sua escola. Lutando junto aos seus companheiros pela liberdade e para romper as estruturas autoritárias da sociedade, devemos lutar para cotidianizar a revolução e revolucionar o cotidiano.
Escrito por Mortais às 14h53
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ACAREANDO ALTER "BURROS" EGOS
O motim fará A avareza dar Definha sol Conserva sem formol
Estopim estourar A certeza cavar Ilhota atol Se perde sem farol
Lá no fim do mar Calor de abanar Sua vida em prol E o.........
- Pára tudo. Que troço mais chato isso aí de cima! Escrito com o saco dêstamanho!Vai ô poeta de araque! Coisa forçada. - Tente fazer melhor. Não entendes o sentido do abstrato. Gostas de fornicar com versinhos! - Pois te mostro objetividade já! Segure sua empolação e admire a reconfecção da primeira estrofe.
A rebelião aconteceu Pelo azar de quem a fez Enquanto o pôr do sol Mata mais um mês
- Desmetaforizei setenta e cinco por cento não foi? - Quem disse que eu quis matar o mês? - Você pôs o sol morto sem formol! Em um dia ele não apodrece. Vira-se o mês porque semana não rima com "fez". Invoco liberdade artística! - Churumela pura, livre interpretação que qualquer um que lêsse o original faria meu caro. Cada um na sua ok?
Escrito por BonVilão (blog O Bárbaro Social: (obarbarosocial.zip.net)
Escrito por Mortais às 11h13
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Que o Senhor Salve, Salve a Bahia ouvindo a nossa mistura e comendo a nossa dança.
São negros, pobres, brancos, cinzas da lei, gays, heterossexuais, disfarçados, amigos, inimigos, desconhecidos, mulheres, assexuados, muitas pernas, muitas cabeças, muitos sorrisos, que explodem em seus isopores esperando para serem consumidos, santos se masturbando, santas cruzando com orixás e iemanjá com ciúmes, mas também vão rosas e oferendas e corpos e espermas ao mar, o negão que passa, a neguinha que quebra no novo ritmo popular revolucionário e sensual: o arrocha, a musica misturada, a vida engraçada, o cidadão que pede um gole de vinho: o meu pai dá um gole, é a criança que pede carinho, dinheiro muito dinheiro, e um grande segredo que fazem as pessoas entrarem tanto dentro dos isopores e saírem sorridentes, uns com dentes, outros sem dentes, e o asfalto péla vai e vem gente
piririm- pompom- piririm- pompom (a musica revolucionaria e sensual)
ssquidum, dum, dum, ssquidum, dum, dum (os tambores misturados e negrais)
tchamrrram, tcharrram, quetchamrrram, tchamrrram, quetchamrrram, tchamrrram
(talvez jimi molejo e seu samba nacionais)
enquanto isso na mais pura tranqüilidade alguém ler as páginas de um jornal que custa
mil reais
reais sorrisos: me dá um gole por que a festa é de graça mas não tenho dinheiro, a fome some, a dor passa, o gozo meu Deus Talvez com muita cachaça, falsos sorrisos, burgueses, convidados e os sem convites, artistas, estrelas, realezas, certezas, embolados lacrados, existentes, resistentes, há quem durma na cozinha ou na pia, ou na calçada triste: que nada que porra de namorada (mas não esqueça a camisinha ) e no final do dia, só solidão, viu uma duas descaradas, tristes e trepavam, viu o rock, o regue, o pop, os mamelucos, os escravos, em formas de almas desgraçadas, a solidão que nada, quero é sair por aí tomar muita água, no formal: cachaça, e a mistura continua: opa desculpa, opa tio, quantos amigos, quantos sorrisos
todo mundo se conhece todo mundo corre perigo, todo mundo se esquece, menos eu que
não esqueço do meu umbigo
e vão sorrindo juntos e pensando longe, quem sabe os outros umbigos também gritam, mas sempre dizem: amém mas estou bem, camarote, trio elétrico, fora de época, como se precisa-se de época pra isso, a alegria está solta no ar, as fantasias se comem pelo mar, as hipocrisias se misturam as maravilhas, os cheirados, os desgraçados, os caretas, os médicos, os empregados e desempregados, os mulatos, os criminosos, estupradores, e ladrões, os maconheiros, os marginais, os ufanista, os políticos, os malucos, e todos somos malucos, e sobre tudo os surdos, mudos, mortos, vultos, e tudo vai bem, não é mesmo meu bem? em todos momentos pensamentos, que se batem, negros que se invadem, gringos que se esbaldem e dançam duro o arrocha que o nosso povo gosta e gosta muito, e versos, estes nunca podem faltar, falsar
é iemanjá que comemora que dança, o carnaval e a folia que se joga e estar chegando
e Jesus que não larga seu vinho, mas também não esquece seu oficio seu pranto seu martírio.
- José Augusto 02:27h 06/02/06
Escrito por Mortais às 14h51
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Uma porta

Vejo uma porta dentro de mim. Ela está fechada às minhas batidas. Não tem fechadura nem maçaneta. Está só, dentro de mim. Algo me diz que tenho que abrí-la. Mas como? Sem ajuda e sem chave! Estou preso aqui. Ninguém me ouve. Tento gritar. É em vão. A porta abafa o som da minha fraqueza. Penso em arrombá-la e me dá medo. Posso me machucar e aí não terei mais forças para correr. Peço a Deus e nada resolve. Clamo por tudo, estou em desespero. caminho de um lado para outro e resolvo sentar-me para esperar ajuda. Ela não vem, ela não vem, ela não vem. A única que vem é a covardia. Penso em dar um fim na vida. Não! porque não arrombo a porta se tomarei medida tão drástica? Com um chute arrombo a porta e descubro que estou na mesma floresta desmatada. Sem árvores ou animais. sem vida. Mas já não estou mais preso.
- Paulo Esdras
Escrito por Mortais às 17h52
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Pedaços de Mim

Pedaços de mim
Todas as canções, todas poesias
Cada estrofe, cada tom
Todos os filmes e peças
Pedaços de mim
Cada cena ou seqüência.
Todos relógios, todas paisagens
Cada momento perdido no tempo
Pedaços de mim
Todos os cheiros, todos sabores
Cada fruta mordida, todos os amores
Todas as transas, todos gozos
Cada mulher perdida no jardim.
Todos os medos e receios
Todas as lutas e conflitos
Cada vitória, cada derrota
Mais coragem e atitude!
Onde estão as flores agora?
Estavam lá atrás outrora
Onde os ponteiros já passaram
Onde o destino não viu o espelho.
Precisou refletir por si e se refazer.
Pedaços de mim
Lembro do jardim
E vejo sobre meu rastro
Pedaços de mim.
Tudo tirou, tudo o que fiz e o que faço
Subtraindo-me
Me somou.
E aqui estou tirando mais um pedaço.
- Escrito por Paulo Esdras dia 07/02/2006
Escrito por Mortais às 19h30
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MODORRA: O PRINCÍPIO, O PRÍNCIPE E O PRECIPÍCIO

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O mesmo que aflige, arrefece Perene é o rio que explode aqui Escolha quem primeiro fornece As dôres que eu mesmo colhi Interessa ficar entre restos? Ou soar tão normal? Já fomos bem mais honestos Entre fantasias de carnaval O que o estranho têm a ver? Vamos ter que responder Enquanto o tempo certo passa Ficaremos perto de morrer E se apostar é não perder Violemos a mordaça Tomaremos em longos goles Ao som de gaita de foles O caminho do passo maior
O desvio do poderio se mostra em chamas Acelero o passo que não alcança o fogo De joelho não ouço bem o que clamas Mas entendo a minha entrada no jogo O princípio se fez difícil O medo do inábil amador Ao que todo sacrifício Será vertido em dôr Ou na côr alegre da virtude Ou no tom negro do horror Ao passo que pulei bem mais que podia Sem imaginar que mais nada havia Com o que me preocupar Bem a frente vi o mundo que sorria Sem pensar qual o preço pagaria Chorei por não acreditar
Da solidão aos mil braços Dos senhos franzidos ao bem vindo senhor Do odor aos cem frascos De fragâncias para o seu amor
Pecados mortais insinuam-se a mim Petardos mortais já fingem ser sim O que pode conter de ruim?
Livro-me do livro que diz coisas que não quero ouvir Corro da voz de volume alto da qual não consigo fugir Desejo a paz que vive em fuga para o lugar que não posso ir
O que dizer agora? Que faço do resquício? Vou embora? Ou assumo o meu vício? Se sou real e tomo o cetro Serei príncipe daqui É consciente a dôr que impetro Apenas ouça os cantos que brandi O que dizer agora? Que faço do resto? Só sei que não vou embora Se creio no que manifesto.
- BonVilão Pena Fiel (Ver Barbaro Social no link ao lado)
Escrito por Mortais às 18h35
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Mais um ano começa...
Mais um ano começa e os profetas apocalípticos mais uma vez ficam desacreditados. Alguns policiais são assassinados em São Paulo e a polícia resolve agir contra os bandidos
Lula continua na presidência...
Paris declara revogado o estado de emergência.
A gripe aviária não ameaça apenas as aves. Mas também os burros.
Um árbitro de futebol brasileiro é convocado para arbitrar na copa do mundo.
A La Ninha ameaça provocar no Brasil seca no Sul e alagamentos no Nordeste.
Uma mulher é eleita presidente no Chile.
E o Peru também ameaça colocar uma mulher.
Surgem novos profetas apocalípticos...
Escrito por Mortais às 16h50
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Paulo Esdras deseja um Feliz Ano Novo.
Membros Ordinários Revolucionários que Transam Arte, Idéias e Saber!
Gloriosos MORTAIS!
Espero que neste ano novo nos esqueçamos da preguiça em apreender cultura.
Que neste ano novo nos lembremos daqueles que nos amam e também daqueles que nos odeiam.
Que este ano novo nos traga muitos tragos.
Que nos traga também muitas oportunidades de vivenciarmos a Vida.
Que nos traga a lembrança que não somos deuses mas que não seja por isso que deixemos de criar.
Um próspero Ano Mortal para vocês.
Paulo Esdras
Escrito por Mortais às 12h14
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Feliz Natal! Papai Noel morreu.
Morreu dia 16 de dezembro, uma semana antes de sua rotina anual.
O bom velhinho capotou. Virou presunto.
Há anos fabricava presentes com seus duendes e no dia do natal entregava presentes novos para as crianças e os presentes velhos para os carentes.
Suas renas, como os duendes, eram escravizadas para felicidades da maioria.
Papai Noel apoiava a democracia.
Na guerra fria foi acusado de ser comunista (Por vestir vermelho) E logo colocaram em sua mão uma coca-cola (Viva o simbolismo!). Depois o acusaram de ser homossexual e logo inventaram um casamento de aparências com uma tal de Mamãe Noel.
Resolveu se vender de vez ao capitalismo e tentou patentear seu nome e sua função, mas já era tarde. Os americanos já tinham registrado.
Depois disto viu aparecer nos shopings centers várias cópias piratas de sua pessoa.
Estava desempregado.
Começou a entrar em depressão e a beber. Sabia que tinha que mudar. Comeu as renas, vendeu sua casa no pólo norte e parou de ver duende.
Tirou a barba, aparou o cabelo e resolveu trabalhar como operário. Dirigia uma empilhadeira numa fabrica conhecida, que fazia chesters e outros petiscos natalinos.
Começava a fica feliz quando a proximidade deste natal fez com que toda a fabrica acelerasse a produção. Foi no dia de maior produtividade que a empilhadeira tombou em velocidade e ele caiu num caldeirão gigantesco fervente. O bom velhinho capotou. Virou presunto.
Um ótimo natal, uma deliciosa ceia (com muito presunto) e um próspero ano novo.
Escrito por Mortais às 18h09
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Repensar do Amanhecer
| Repensar do Amanhecer |
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Sono
Insônia
Inflexão da Prospecção
Retirar do irretirável
Penetrar do Impenetrável
Canção de atonal
Repensar do esquecido,
Ou querido esquecido
Vago e Completo
Difuso e Concentrado
Abstrato senão mais Concreto
Pesaroso...
Biologicamente
Teatralmente
Revigoroso...
Inconscientemente
Fatalmente
Amanhecer
Amanheceu
- Sídnei Bastos |
Escrito por Mortais às 19h33
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ESCULPINDO LÁPIDES PARA VIVOS QUE NÃO MORREM DE AMORES POR COISA QUE VALHA COISA NENHUMA

Formemos fileiras com os catimbozeiros. Procure a esquina ou
cruzamento mais próximo de sua residência e ponha debaixo do braço os
hediondos pertences de um convescote com entidades d´além percepção.
Façamos de conta que tomamos parte de um evento importante com a
presença do dito cujo, única salvação possível, apesar do preço. Deus
cansou e com razão. Fosse eu Ele, minhas barbas já estavam em um bom
molho inglês há tempos. O pior é que Ele insiste nessa pataquada
chamada raça humana. O "Quem pariu Mateus que balance" também vale
para o Criador, mas dá pra sentir suas lufadas de cansaço. O pau come
no mundo: "Não quero branco cruzando com preto", "vou chegar em marte
primeiro bobão!"inundou lá e secou cá". Um meteoro em rota de colisão
com a terra não seria uma má idéia nessas horas. Circo falsão o nosso.
Comprado na vinte e cinco, e na base da lábia entra na moda todo ano.
Chupe o resto dessa ameaça demodê e finja surtar depois. Valerá pontos
no seu caixão. Somos essa amálgama de brado retumbante pronta a
retomar o pudor e o rumo depois da ressaca. Ficamos no sôro de água de
côco internados em alguma areia alva esperando na defesa que a pelota
se projete longe dali. Concorde que os desastres passam ao largo e o
porvir o proverá de escudos anti-safanões. Depois de garimpar empregos
em classificados, torne à feira em busca da galinha mais preta que
encontrar, pois será da côr destas penas a situação vigente caso a
passividade se abata sobre você. Mexa-se!
Escrito por Mortais às 21h47
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