Mortais
   
 
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, Arte e cultura, Bebidas e vinhos
 

  Histórico
 01/05/2007 a 31/05/2007
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006
 01/12/2005 a 31/12/2005
 01/11/2005 a 30/11/2005
 01/10/2005 a 31/10/2005
 01/09/2005 a 30/09/2005
 01/08/2005 a 31/08/2005

Outros sites
 MEMBROS MORTAIS
 FOTOS MORTAIS
 O Bárbaro Social
 Marcelo Tas
 Consciência
 Millor




 

 
 

ESCULPINDO LÁPIDES PARA VIVOS QUE NÃO MORREM DE AMORES POR COISA QUE VALHA COISA NENHUMA

Formemos fileiras com os catimbozeiros. Procure a esquina ou
cruzamento mais próximo de sua residência e ponha debaixo do braço os
hediondos pertences de um convescote com entidades d´além percepção.
Façamos de conta que tomamos parte de um evento importante com a
presença do dito cujo, única salvação possível, apesar do preço. Deus
cansou e com razão. Fosse eu Ele, minhas barbas já estavam em um bom
molho inglês há tempos. O pior é que Ele insiste  nessa pataquada
chamada raça humana. O "Quem pariu Mateus que balance" também vale
para o Criador, mas dá pra sentir suas lufadas de cansaço. O pau come
no mundo: "Não quero branco cruzando com preto", "vou chegar em marte
primeiro bobão!"inundou lá e secou cá". Um meteoro em rota de colisão
com a terra não seria uma má idéia nessas horas. Circo falsão o nosso.
Comprado na vinte e cinco, e na base da lábia entra na moda todo ano.
Chupe o resto dessa ameaça demodê e finja surtar depois. Valerá pontos
no seu caixão. Somos essa amálgama de brado retumbante pronta a
retomar o pudor e o rumo depois da ressaca. Ficamos no sôro de água de
côco internados em alguma areia alva esperando na defesa que a pelota
se projete longe dali. Concorde que os desastres passam ao largo e o
porvir o proverá de escudos anti-safanões. Depois de garimpar empregos
em classificados, torne à feira em busca da galinha mais preta que
encontrar, pois será da côr destas penas a situação vigente caso a
passividade se abata sobre você. Mexa-se!
Escrito por Bonvilão - www.obarbarosocial.zip.net


Escrito por Mortais às 21h47
[] [envie esta mensagem
]


 

 

DE JUGULARES E CARÓTIDAS CALEJADAS AOS BORDEJOS ÉPICOS DE BARBA AZUL

Catatau de areia pra tão pouco oásis. Até ventilador que refrescava
agora espirra fétidos antepastos intestinais. Sem refresco nada feito.
Basta olhar as nádegas no espelho para contemplar as marcas das presas
do bicho de juba espessa. Aliás, fora do circo o seu humor é
insuportável. E mais aliás ainda, o dízimo tá saindo mais em conta que
o assalto do felino punguista travestido de coletor de impostos.
Quantos são os dias de trabalho forçado pela pátria? Mais de um terço.
Precisamos é rezá-lo ao invés de trabalhá-lo para que essa colônia
penal travestida de normalidade pare de sangrar o nosso suor via dutos
que dão nas torneiras clandestinas do poder. Acachapados estamos e
ainda virá mais. Tornou-se corriqueiro algemar à torto. Por
merecimento autoalgemar-se cairia bem em muitos que ladram como se
protegesse o bem público, quando na verdade cercam o próprio butim.
Que achem o caminho dos seus catres por sua própria conta. Querem uma
barbada? Peça prestação de contas que de lá virão notas frias. Acuse
com provas que de lá virão panos quentes. Nos meandros da ciência
quando se vai do frio pro quente o resultado é a evaporação.... do seu
líquido dinheirinho que vira fumacinha no narguilé cheio de curvas e
desvios fumado à bordo dos navios piratas municipais. Preparem-se para
a próxima concorrência pública senhores fornecedores de tapa olhos,
pernas de pau e, corra Ibama corra, papagaios. Salve-se quem puder!
Currupaco!
Texto escrito por Bonvilão site: www.obarbarosocial.zip.net


Escrito por Mortais às 11h48
[] [envie esta mensagem
]


 

 

Primeiro Ensaio sobre a Morte - Sidnei Bastos

Primeiro Ensaio sobre a Morte

O que seria a Morte? Partir desta para uma melhor? Viajar para outro plano sensorial? Ir ter com o Senhor? Ou pra quem preferir: Com o Senhor de todos os prazeres...

Não estamos num plano único, isso é certo (pelo menos pra mim). E isso em si já é um risco, pois como Nietzsche falou "A maior inimiga da verdade não é a mentira, e sim, as convicções!!!". Pois bem, eu assumo a minha meia-culpa de convicto, e me justifico como quem já provou do fanatismo religioso ao ateísmo radical, sou portanto hoje o que definiria como "Antropocêntrico Místico". Acredito na morte como algo real e presente em cada minuto da vida, e penso que isso teria que criar impactos assombrosos, mais não cria...

Não cria porque vivemos numa cultura ocidental, onde diariamente somos levados a acreditar que tudo podemos, em todo e qualquer tempo. Que vivemos mais, que iremos aos 80, aos 90... que sempre temos tempo...

Nos permitimos perde-lo, como se fosse um bem pessoal e intransferível, impenetrável e indissolúvel. Nos jogamos em paixões e aventuras, nos permitimos ser possuídos, porque sempre haverá tempo para mudar o tempo.

Morrer é mais do que deixar este plano, Morrer é limitar o tempo a nada, a insignificância das coisas, a transitoriedade dos valores. Morrer é poeticamente e paradoxalmente ressuscitar o tempo, é maximiza-lo, e se faz mister que assim o seja. Perceber o sentido e valor de cada minuto de vida, para poder compreender o que de fato é a Morte.

Sídnei Bastos



Escrito por Mortais às 18h59
[] [envie esta mensagem
]


 

 

Prelúdio

Madrugada, minha cabeça está mais limpa

o céu está mais limpo

ontem o céu era todo cinza

molhado

muitos ficam acuado

mas na madrugada calada e parada feito um quadro de arte

tudo está limpo

um cheiro findo outro infinito.

Salvador

no centro da cidade o céu fica próximo de minha mão

e aqui em minha casa

o céu é um quadro, estático

separado do meu corpo

mais um desejo, maior que a minha mão

que meu coração

(ultimamente tenho estado romântico)

um romântico no canto sem canto

a canção toca

e a radiola ver a modernidade nos CDs

a música está arranhada

os CDs estão

e São Salvador, melancolia

melancólico, faz tempo que não me defino assim

em mim

agora só a madrugada e as palavras

as atarefadas

e libertas

gama, alfa, beta

o céu agora só falta o peixe beta

uma seta

uma rima desta

sem porque nem querer

só pelas palavras bagunçadas em minha cabeça

e no fim será meu crânio

assim assumo, quero ser santo

Santo Sampaio

mas um santo sem igreja

e nem mesa, nem reza

e pressa para receber o pedido

não realizaria pedidos

santo não tem ouvido

teria que ter morrido

para ser o Santo Sampaio

não calo, sigo, restrito

escarro, aparato, nato

Santo Sampaio

sem definir um embolado de possibilidades

e vultos também

correm perto de mim

tão perto que até meu cheiro, eles cheiram

e assim vai São Salvador

dentro dos meus olhos

em meu sexo e em minha dor

amor, é o amor que todo mundo quer?

Agora. Eu não.

Quero a madrugada

toda calada

estática

toda sendo ela, ela apenas

o único que procuro, cadê?

Quero ter a madrugada minha

esta melancolia, sem sina

divina

vinda do céu, onde toquei com o dedo hoje no centro da cidade

e por aqui são os sonhos que não lembro

são arrependimentos

(não entendo, que arrependimentos)

e de sincronismo continua a Bahia

revelação cinematográfica

máquina fotográfica

assassinaram a vida

sempre, confesso, assassino o português

sou brasileiro, brasilês

assassinei as palavras, uma a uma

deixei estático no papel o meu sentimento

em palavras. Em nada.

Tudo varia

inclusive a minha loucura

estou a beira

de atacar este céu de poucas estrelas na madrugada

meu amor, meu amor

não posso negar, adoro erotismo

quero ser animal, entrar no sil, fazer repito

adoro suas coxas

e sua vagina, eu tanto imagino

(posso adivinhar, você pensou: ..Pervertido..)

línguas nelas

minha seta também

valorizo o amor mordido

ou beijado

o bico da beija flor em sua flor

meu amor, pinta essa madrugada

mostra o sentir

conciso, santo

sobrenome?

Couto Sampaio

estou convencido sou Santo Sampaio

não falho

pelo menos tento esquecer rapidamente erros

e derrotas

mas agora, sou sim derrotado

o que eu não faço pelo verso

dois versos

um poema

a madrugada

a dispersão

rimando com solidão

uma linha toda preenchida

outra

vazia apenas

e uma sendo uma

assuma agora a canonificação

tenho coração

e meu coração esquece de bater

eu esqueci a porta aberta

no fim a nomenclatura se torna nunca

a paixão uma história

o amor poesia e lua

está poesia sua

dedico a lua

que me encara ousadamente

está madrugada, de céu limpo

e poucas estrelas, vou me despir

e sair daqui

quero encontrar a lua

vê a sua ousadia nua. Minha.

José Augusto        26/11/04   03:01h



Escrito por Mortais às 21h05
[] [envie esta mensagem
]


 

 
[ ver mensagens anteriores ]