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Pedaços de Mim

Pedaços de mim

Todas as canções, todas poesias

Cada estrofe, cada tom

Todos os filmes e peças

Pedaços de mim

Cada cena ou seqüência.

Todos relógios, todas paisagens

Cada momento perdido no tempo

Pedaços de mim

Todos os cheiros, todos sabores

Cada fruta mordida, todos os amores

Todas as transas, todos gozos

Cada mulher perdida no jardim.

Todos os medos e receios

Todas as lutas e conflitos

Cada vitória, cada derrota

Mais coragem e atitude!

Onde estão as flores agora?

Estavam lá atrás outrora

Onde os ponteiros já passaram

Onde o destino não viu o espelho.

Precisou refletir por si e se refazer.

Pedaços de mim

Lembro do jardim

E vejo sobre meu rastro

Pedaços de mim.

Tudo tirou, tudo o que fiz e o que faço

Subtraindo-me

Me somou.

E aqui estou tirando mais um pedaço.

 - Escrito por Paulo Esdras dia 07/02/2006



Escrito por Mortais às 19h30
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MODORRA: O PRINCÍPIO, O PRÍNCIPE E O PRECIPÍCIO


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O mesmo que aflige, arrefece
Perene é o rio que explode aqui
Escolha quem primeiro fornece
As dôres que eu mesmo colhi
Interessa ficar entre restos?
Ou soar tão normal?
Já fomos bem mais honestos
Entre fantasias de carnaval
O que o estranho têm a ver?
Vamos ter que responder
Enquanto o tempo certo passa
Ficaremos perto de morrer
E se apostar é não perder
Violemos a mordaça
Tomaremos em longos goles
Ao som de gaita de foles
O caminho do passo maior

 

O desvio do poderio se mostra em chamas
Acelero o passo que não alcança o fogo
De joelho não ouço bem o que clamas
Mas entendo a minha entrada no jogo
O princípio se fez difícil
O medo do inábil amador
Ao que todo sacrifício
Será vertido em dôr
Ou na côr alegre da virtude
Ou no tom negro do horror
Ao passo que pulei bem mais que podia
Sem imaginar que mais nada havia
Com o que me preocupar
Bem a frente vi o mundo que sorria
Sem pensar qual o preço pagaria
Chorei por não acreditar

 

Da solidão aos mil braços
Dos senhos franzidos ao bem vindo senhor
Do odor aos cem frascos
De fragâncias para o seu amor

 

Pecados mortais insinuam-se a mim
Petardos mortais já fingem ser sim
O que pode conter de ruim?

 

Livro-me do livro que diz coisas que não quero ouvir
Corro da voz de volume alto da qual não consigo fugir
Desejo a paz que vive em fuga para o lugar que não posso ir

 

O que dizer agora?
Que faço do resquício? Vou embora?
Ou assumo o meu vício?
Se sou real e tomo o cetro
Serei príncipe daqui
É consciente a dôr que impetro
Apenas ouça os cantos que brandi
O que dizer agora? Que faço do resto?
Só sei que não vou embora
Se creio no que manifesto.

 - BonVilão Pena Fiel (Ver Barbaro Social no link ao lado)



Escrito por Mortais às 18h35
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